quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Notícias - IBGE divulga Indicadores de Sustentabilidade do Brasil


IBGE divulga Indicadores de Sustentabilidade do BrasilEm setembro, o IBGE divulgou os IDS – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável referentes ao ano de 2010, que apontaram que, embora o país tenha evoluído nos principais aspectos socioambientais avaliados, ainda há um longo caminho para percorrer rumo ao desenvolvimento sustentável, sobretudo na preservação da biodiversidade.


Em comparação ao ano de 2007, o Brasil manteve seu ritmo de crescimento econômico e evoluiu nos principais indicadores socioambientais analisados, mas as desigualdades socioeconômicas e os impactos ao meio ambiente ainda são grandes em todo o país, o que compromete o desenvolvimento sustentável do Brasil. Essa é a principal conclusão dos IDS 2010 – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010, divulgados hoje, dia 1 de setembro, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Ao todo, 55 aspectos – ligados direta ou indiretamente ao desenvolvimento sustentável do país – foram analisados pelo Instituto. Para facilitar a avaliação, eles foram divididos em quatro grandes grupos.

O primeiro, chamado de Dimensão Ambiental, analisou questões referentes à ar, terra, água, biodiversidade e saneamento e concluiu que, apesar de grandes avanços em algumas áreas e estabilidades em outras, ainda existem grandes desafios ambientais a serem superados no país, sobretudo quando o assunto é degradação dos ecossistemas e perda de biodiversidade. Isso porque, apesar de ter diminuído, o desmatamento já atinge14,6% da Amazônia Legal e quase metade do Cerrado. Na Mata Atlântica, a situação também é crítica: restam menos de 10% do território. Enquanto isso, o IDR apontou que as UCs – Unidades de Conservação federais ocupam, apenas, 9% de todo o território brasileiro.

Os indicadores de Dimensão Ambiental ainda terminaram com um alerta: apesar de continuar baixo, o índice de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio – presentes, por exemplo, em ar-condicionados, solventes e extintores de incêndio – sofreu um pequeno aumento, com relação ao ano de 2007. O resultado influenciou em outro IDS, referente à qualidade do ar: nas grandes cidades, a poluição atmosférica se manteve estável, mas a concentração de ozônio cresceu, aumentando o risco de casos de câncer e cegueira entre a população (para saber mais, veja o infográfico Sem Proteção: o buraco na camada de ozônio).

O segundo grupo, nomeado de Dimensão Social, analisou as questões ligadas à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social, avaliando setores como saúde, educação, habitação e segurança. Entre as conclusões desse grupo, estão:
– maior redução nas desigualdades de gênero, do que nas de cor e raça;
– queda da mortalidade infantil e aumento da esperança de vida
– condições de moradia inadequadas nos domicílios de 43% dos brasileiros e
– 25,4 mortes por homicídio e 20,3 por acidente de transporte, a cada cem mil habitantes.

Questões ligadas ao desempenho macroeconômico do país e aos padrões de produção e consumo foram reunidas no grupo de Dimensão Econômica, que mostrou que:
– em 2009, o consumo de energia anual de cada brasileiro chegou a 48,3 gigajoules – o segundo maior índice da história do país – e a eficiência energética do uso não aumentou;
– quase metade da energia brasileira provém de fontes renováveis e
– mais de 90% das latas de alumínio produzidas hoje no Brasil são recicladas.

Por fim, o grupo denominado Dimensão Institucional analisou questões que dizem respeito aos esforços feitos pela sociedade e, principalmente, pelo governo para ajudar no desenvolvimento sustentável do Brasil. A avaliação mostrou que, nesse aspecto, os avanços do país se concentraram no acesso à telefonia e internet: os domicílios que possuem acesso à rede quase triplicaram entre 2001 e 2008 e o acesso à telefonia móvel dobrou de volume em quatro anos. Além disso, os IDS apontaram que o investimento nacional em Pesquisa e Desenvolvimento aumentaram de R$ 12 bi, em 2000, para R$ 32,7 bi, em 2008, embora ainda não representem mais de 1% do PIB brasileiro.

Veja o IDS 2010, na íntegra.

Fonte: Mônica Nunes e Débora Spitzcovsky/Planeta Sustentável, Claudia Amaral
 

Programa Oi de Patrocínio Esportivo Incentivado tem inscrições abertas até 26/10

Programa Oi de Patrocínio Esportivo Incentivado tem inscrições abertas até 26/10Após 3 anos de bons resultados em apoios a iniciativas sócio esportivas, a Oi, através do Oi Futuro, inaugura o Programa Oi de Patrocínio Esportivo Incentivado, lançando pela primeira vez um edital nacional para seleção de projetos desportivos e paradesportivos.
As inscrições vão de 25 de agosto a 26 de outubro de 2010. O primeiro passo é inscrever seu projeto, exclusivamente, pelo www.oifuturo.org.br/programaoidepatrocinioesportivo2010 por meio do preenchimento do formulário de inscrição, e se candidatar à seleção. O Programa busca projetos com efeito multiplicador que visem aprimorar a conquista da cidadania e a identificação de novos talentos desportivos e paradesportivos em centenas de comunidades.

Antes de iniciar este processo, é recomendado ler com atenção o regulamento e a ficha de inscrição, disponíveis aqui para download.

Conteúdos adicionais das propostas como imagens, apresentações dentre outros poderão ser enviados para:
Oi Futuro / Programa Oi de Patrocínio Esportivo Incentivado 2010
Rua Dois de Dezembro, 107/5º andar - Flamengo
Rio de Janeiro – RJ CEP 22.220-040
Documentos e anexos referentes às inscrições não serão devolvidos.
Edital
Ficha de Inscrição
Mais informações podem ser obtidas por
email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fonte: Site Oi Futuro

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fortalecimento da Gestão Pública

Ao fiscalizar e auditar um número relevante de estados e municípios brasileiros, a Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a desinformação dos agentes locais e a fragilidade dos instrumentos de controle interno e social são adversárias da boa gestão do dinheiro público. Nem todas as impropriedades nas contas públicas derivam necessariamente da improbidade e da corrupção de gestores públicos.
Diante disso, a CGU criou por meio da Portaria nº 528 o Programa de Fortalecimento da Gestão Pública que tem por objetivo contribuir para a boa e regular aplicação dos recursos públicos pelos entes federados brasileiros, por meio da promoção das seguintes ações:
 Capacitação de Agentes Públicos
    1. Educação Presencial
      Formulário de Inscrição
Para municípios com até 50 mil habitantes ainda não inscritos e que desejam participar do Programa de Fortalecimento da Gestão Pública. Para isso, basta preencher os dados do formulário e enviar o original, assinado pelo prefeito do município, para a CGU. Veja mais detalhes no item “Orientações Gerais”.
      Formulário de Reinscrição
Para os municípios já inscritos, cujos prefeitos não foram reeleitos, que desejam continuar participando do Programa de Fortalecimento da Gestão Pública.
      Orientações Gerais
      Municípios Inscritos no Programa
      Sorteios
     
    2. Educação a Distância
 
 Distribuição de Bibliografia Técnica
   
 Cooperação com Controles Internos

“Desenvolvimento Institucional" - a construção da sustentabilidade das instituições culturais

“Desenvolvimento Institucional"  -  a construção da sustentabilidade das instituições culturaisComo conquistar público cativo, recursos financeiros de longo prazo e marca reconhecida (pilares da sustentabilidade)? 
O primeiro passo é profissionalizar sua estrutura interna com capacidade e mandato para construir sustentabilidade. Mas para isto, sua estrutura precisa estar apta a responder ao novo contexto do setor cultural no Brasil para gerar o real Desenvolvimento Institucional almejado pelas instituições.  

 
Contexto Brasil
As estruturas de captação e marketing das instituições culturais no Brasil caminham gradualmente para sua profissionalização. Mas para seguirem na direção certa, deverão observar:
·        tendências
·        modelos de outros países
·        aprendizados do setor social
·        e mudanças no setor cultural
 
As estruturas internas das organizações culturais não se desenvolveram de forma favorável a sua sustentabilidade de longo prazo. Restringiram-se a atender as demandas de curto prazo de um modelo de financiamento ancorado em Leis de incentivo fiscal (utilizadas pelas empresas e pouco difundidas para pessoas físicas). Muitas vezes, nem criaram estruturas internas, tornando-se dependentes de fornecedores (assessores jurídicos, formatadores de projetos, captadores de recursos com comissionamento) para atender as necessidades da Lei Rouanet.
 
Para produtores e gestores culturais, isto até parecia ser a solução ideal, já que necessitavam de certo grau de especialização para lidar com burocracias e particularidades de uma lei que ainda hoje é vista como “única” alternativa de financiamento às suas atividades.
 
Este modelo foi determinante para consolidar algumas percepções no setor cultural sobre captação de recursos, como por exemplo:
 
·         Captação de recursos é um processo temporário e não permanente: ainda que se renove a cada ano, a captação está condicionada ao financiamento de um projeto anual, o que trouxe a visão de uma atividade temporária com começo, meio e fim (e que portanto poderia ser atribuída a um terceiro). Esta percepção é reforçada pela necessidade de se captar por projetos, uma vez que apenas as certificações da instituição que regem os status de “sem fins lucrativos” não bastam.
 
·         Captação de recursos tem finalidade restrita à obtenção de recursos financeiros, sem reconhecer os aspectos de fortalecimento institucional inerentes ao processo de captação de recursos, quando realizado corretamente.
 
·         Cultura e social são setores diferentes, portanto fazem captação de formas distintas: a criação de uma lei de dedução fiscal específica para a cultura condicionada aos projetos e não à missão da instituição cultural, trouxe a percepção de que a forma de captar recursos deveria ser totalmente distinta do Social, o que limitou a identificação pelo setor cultural de todas as possibilidades entre as fontes e técnicas de captação. Já o setor social avançou fortemente na profissionalização de suas equipes e procedimentos internos.
 
Hoje, quase 20 anos de Lei Rouanet mostram como estas percepções são empecilhos para a sustentabilidade das instituições no longo prazo. Mas, as mudanças na lei e no setor como um todo poderão transformar estas percepções e também a forma como estas instituições se organizam internamente.
 
 
Setor cultural no Brasil – o que muda?
 
Mudanças na Lei Rouanet
Se as mudanças atuais e futuras na lei resultarem na redução do valor dedutível pelas empresas patrocinadoras, além de outras variáveis, as instituições precisarão ter maior capacidade de convencimento das empresas, especialmente no fortalecimento dos outros benefícios e retornos que os patrocinadores terão. Isto exigirá que as organizações compreendam e desenvolvam seus atributos como: marcas e causas fortalecidas, público cativo, oportunidades para o negócio da empresa, profissionalismo e capacidade de mensuração dos resultados.
As empresas visualizarão o patrocínio cultural muito mais como investimento, e portanto comparado com suas demais ações como marketing de causa ,investimento social privado, responsabilidade social corporativa, campanhas de posicionamento de marca, entre outros. O patrocínio cultural visto como investimento por quem patrocina, e não mais como uma categoria “a parte”, antes atrelada apenas à dedução fiscal, exigirá das instituições muito mais preparo e equipe interna capaz de dialogar com estas interfaces nas empresas. 
 
Modelo OS nos Estados e Municípios
A adoção pelo Estado de São Paulo, Rio de Janeiro e outros, do “modelo OS”, em que as instituições públicas tornam-se organizações sociais (OS) com o mandato de gerir (por um contrato de gestão com o Estado) os serviços e equipamentos públicos, traz para estas organizações o desafio de captarem recursos, antes garantidos 100% pelo governo. As OS, entidades privadas sem fins lucrativos (associações, fundações ou sociedades civis), que exercem atividades de interesse público, estão agora criando estruturas internas profissionalizadas capazes de reduzir sua dependência do Estado e ampliar as receitas de novas fontes de financiamento. A vantagem que possuem em relação às demais instituições, é que os recursos já garantidos pelo estado possibilitam que seu desenvolvimento organizacional seja gradual e paralelo ao seu amadurecimento na captação de outras fontes como empresas e pessoa física.
 
Aumento da Competição e Capacitação
Algumas empresas optaram por criar institutos e centros culturais próprios, inicialmente com patrocínios a projetos de terceiros, e agora também com criação de produções próprias. Além de reduzir os recursos de investimento das empresas em projetos culturais de terceiros, existe uma profissionalização crescente destes centros que “importam” mão de obra das áreas de marketing e comunicação de suas estruturas corporativas, criando condições mais competitivas de capacitação para suas equipes. Estes centros também são fomentadores de formação no setor com ciclos de debate e capacitação que favorecem não somente seus centros, mas os membros do setor que também participam. A criação de editais e políticas de patrocínio mais criteriosos, funcionam como “peneiras de qualidade” em que os produtores precisam se preparar ainda mais para vencer a “competição” por recursos privados.
 
Crise financeira
O impacto direto da crise sobre sua fonte primária de recursos _as empresas_ resultando em redução de valores já prometidos e até a retirada de patrocinadores exclusivos, trouxe para as instituições e produtores culturais a necessidade de buscar novas possibilidades e fortaleceu a compreensão da importância da diversificação de receita, que poucos desenvolveram. Hoje, elevar as fontes de receita própria como venda de ingressos, produtos e assinaturas, ao lado das fontes de receita doada como empresas, fundações, governo e pessoa física ficou mais evidente e compreensível para as instituições culturais.
 
Brasil com economia emergente
O Brasil tem nova classificação pela ONU passando de país de “receita baixa” para “receita média”, participa do G20 ao lado das 20 maiores economias do mundo e das cinco emergentes dos BRICs. Indicadores do avanço político e econômico do país que repercutem no setor cultural e sua relevância para o governo e sociedade. Neste contexto, valoriza-se o papel da cultura no desenvolvimento da economia com conexões com o turismo, a educação e o desenvolvimento social. Outro resultado é o aumento da capacidade de consumo da sociedade brasileira, diretamente relacionada ao aumento de sua capacidade de doar. Eleva-se, portanto, o potencial de captação de pessoa física com mecanismos profissionalizados de obtenção de recursos das pessoas das classes A e B. E, bem no topo desta pirâmide, emerge uma classe de alta renda interessada em fazer filantropia  (os “major donors”) para instituições capazes de suprir demandas de transparência, competência e retorno institucional. 
 
Globalização na Arte/ Cultura
Maior presença de companhias artísticas internacionais em turnês no Brasil demanda profissionalismo, a um mesmo nível a que estão acostumados em outros centros. Mais produtores e agentes garimpam no Brasil o que há de mais profissional em qualidade artística e gestão cultural com capacidade de realizar turnês e projetos de residência em instituições estrangeiras. Há também a participação de profissionais estrangeiros no planejamento de novos centros culturais ou a revitalização de existentes no país desde a programação, as “atividades-meio”(gestão, captação, marketing) até o recrutamento de profissionais sênior (Diretoria Executiva, Maestros, Diretoria Artística). Este intercâmbio tem gerado debates e demandas por profissionalização, além de aprendizados e positivos impactos para os brasileiros que interagem com os estrangeiros já acostumados a alternativas de produção, captação e gestão da cultura.
 
Neste novo cenário, não haverá espaço para amadorismo. Captadores externos podem não atender às novas demandas, que precisam ser lideradas por gestores de dentro da instituição que compreendem suas complexidades e potencialidades. É um bom momento para implementar estruturas internas competentes, especializadas, capazes de incorporar aprendizados de outros países e de outros setores no Brasil.
 
É hora das organizações culturais criarem estruturas que contemplem o conceito de Desenvolvimento Institucional.
 
A Experiência EUA e Europa
 
Museus, teatros, orquestras nos EUA e Europa (sobretudo a Inglaterra), contam com uma área de “Development”, responsável por captação de recursos de todas as fontes e pelo relacionamento com os doadores e patrocinadores, incluindo demais públicos da instituição. Muitas vezes esta área também gerencia atividades de marketing e comunicação.
Nos EUA, a lei de dedução fiscal à cultura, é a mesma do setor social (501C3 status) e portanto, tanto quem apóia (empresas e pessoas físicas) quanto quem capta (instituições e produtores) enxerga a cultura como parte integrante do setor social. Isto gerou estruturas internas similares às do setor social, englobando diversas fontes de recursos, com consciência de longo prazo e capazes de sobreviver às instabilidades de cada fonte.
 
O que é Desenvolvimento Institucional? O que faz? Que benefícios traz?
 
Enxergar captação de recursos como uma ferramenta capaz de gerar desenvolvimento institucional para as intuições culturais ou sociais é enxergar a captação de recursos muito além da obtenção de dinheiro.
 
Os recursos financeiros são conseqüência do reconhecimento por quem apóia (seus públicos), de que a instituição tem “ativos” de seu interesse. Estes ativos são desenvolvidos a partir da qualidade da “atividade-fim” (programação artística/educacional) e das “atividades-meio” (divulgação, vendas, logística, captação, gestão, aspectos jurídicos). Quando bem desenvolvidas, as “atividades-meio” influenciam positivamente a percepção da atividade-fim pelos públicos da instituição.
 
Os ativos podem ser:
·        A marca da instituição
·        Seu público (quantidade e segmentação)
·        Resultados prévios (demonstração de retorno efetivo)
·        Patrimônio arquitetônico
·        Credibilidade/ reputação
·        Qualidade artística
·        Engajamento com a comunidade
·        Impacto Social 
 
A captação de recursos, quando gerenciada como Desenvolvimento Institucional, fortalece estes ativos e os torna mais valorizados pelos públicos internos e externos. Como resultado, apoiadores e investidores são atraídos para se relacionar com a instituição, com aportes financeiros ou outros tipos de recursos não-monetários importantes para a instituição.
 
É também a partir deste trabalho, que a instituição alcança fortalecimento institucional. A área de Desenvolvimento Institucional colabora na criação de nova cultura organizacional que influencia o fluxo de informações e procedimentos internos tornando-os mais efetivos. Todos passam a ser protagonistas do trabalho de captação de recursos, desde a atendente da bilheteria até o gerente financeiro.
 
A área de Desenvolvimento Institucional é composta por equipes que:
 
1.      Fazem prospecção e atendimento das fontes apoiadoras:
·        Empresas
·        Fundações
·        Governo
·        Pessoa Física
 
2.      Reconhecem as oportunidades entre uma fonte e outra e estão atentas ao que cada fonte pode contribuir para o alcance dos objetivos da instituição.
 
3.      Lideram o planejamento dos eventos de arrecadação de fundos e relacionamento da instituição com seus públicos de interesse.
 
4.      Gerenciam estratégias de elevação de receita própria, conjuntamente com as áreas financeiras e executiva.
 
As fontes de receita própria gerenciadas também com objetivos de Desenvolvimento, possibilitam muitas oportunidades como:
·      Desenvolvimento de público
·      Geração de contrapartidas empresariais
·      Posicionamento de marca
·      Criação de programa de pessoa física e muito mais.
 
São fontes de receita própria:
·      Bilheteria
·      Licenciamento de marca
·      Locação de espaços
·      Royalties
·      Assinaturas
·      Vendas de CDs, DVDs, publicações
 
Além, de Captação de Recursos, é recomendável que o setor de Desenvolvimento Institucional também inclua as áreas de marketing e comunicação dentro da mesma equipe. Isto impulsiona a integração de várias ações dentro da instituição com otimização de recursos e maximização de resultados, a partir de articulações estratégicas entre a geração de receita própria e receita doada.
 
Em algumas instituições americanas e européias, a área de Desenvolvimento é separada das de Marketing e Comunicação, porém a Diretoria Geral é capaz de articular as áreas mantendo a visão estratégica.
 
Também é importante que a área de Desenvolvimento Institucional trabalhe articulada com o Conselho da instituição trazendo diretrizes de atuação conjunta para real efetividade de sua estratégia de sustentabilidade.
 
Experiências no Brasil
Várias organizações sociais do terceiro setor no Brasil já possuem departamentos de Desenvolvimento Institucional. Algumas com concepções sensivelmente distintas do setor cultural.
 
No setor cultural, podem ser mencionadas duas experiências que coordenei, como consultoria e como gerente, respectivamente. A primeira com as OS do Estado de São Paulo, a Santa Marcelina Cultura e o Associação de Amigos do Projeto Guri, ambas as organizações criaram suas estruturas de Desenvolvimento Institucional recentemente e já colhem os frutos desta estratégia. Outra, a Orquestra Sinfônica Brasileira, quando criamos esta área em 2003/4 dentro da Estratégia de Revitalização após anos de crise financeira, o que trouxe resultados de ampliação da receita de assinaturas e patrocínios corporativos, além do reposicionamento da marca.
 
A Artefoco realiza cursos de capacitação e palestras em Desenvolvimento Institucional para gestores de cultura em todo o Brasil levando esclarecimentos sobre o conceito, modus-operandi e resultados esperados deste modelo de gestão cultural.
 
Os Desafios
Para montar uma área profissionalizada de captação e comunicação, nos moldes do Desenvolvimento Institucional, há alguns entraves a vencer.
 
O principal desafio está dentro da própria instituição com gestores que ainda não conhecem ou não acreditam na eficácia deste novo modelo. Com isto, perpetuam antigos modelos que não mais sobreviverão e que podem colocar em risco a sobrevivência da própria instituição. Um dos focos de resistência principais está em considerar este um modelo empresarial, não apropriado ao setor cultural, que ocuparia um “lugar mais nobre” e portanto não poderia se submeter às regras do mercado e práticas comerciais. Profissionalizar não quer dizer romper com a missão e a causa da instituição. Estas devem ser preservadas e não comprometidas a qualquer preço. Não é o modelo que traz estas distorções, já vivenciadas por instituições mais modernas. Pelo contrário, com o Desenvolvimento Institucional consolidado, as instituições se tornam muito mais fortes e capazes de dialogar com os patrocinadores de “igual para igual” com força de negociação para manter suas missões e causas acima de tudo.
 
Outros desafios para a construção de áreas de Desenvolvimento Institucional são conseqüência do atual modelo de financiamento no Brasil e podem ser resumidos nestes principais:
 
·         Faltam profissionais qualificados no mercado capazes de liderarem este departamento com estratégias efetivas. Neste novo modelo, o processo de captação de recursos pode exigir um verdadeiro projeto de “mudança organizacional” para o qual as instituições devem estar abertas a realizar, mas que exigem profissionais tecnicamente e politicamente capazes.
 
·         Doação de Pessoa Física e fundações não empresariais ainda não é tradição
 
·         Doação de Pessoa Física pela Lei Rouanet tem uma série de empecilhos burocráticos que prejudicam a entrada e manutenção do doador
 
·         Leis de dedução fiscal não possibilitam doação para Endowments (fundo de recursos financeiros para o qual a instituição solicita doações financeiras que possibilitarão utilizar apenas os juros da aplicação, mas poderá guardar o principal para finalidades específicas como construção de novos prédios e utilização em momentos de crises drásticas.)
 
·         Lei voltada para projetos e não para instituição gera um trabalho imenso por parte da equipe que todo ano deve buscar aprovações. Se fosse possível obter dedução fiscal apenas pelo status de “sem fins lucrativos com atividades de interesse público”, seria mais fácil do que ter de aprovar um novo projeto a cada ano.
 
·         Empresas estão viciadas em Lei Rouanet e não acostumadas a olhar para a instituição de “igual para igual”, condição que cabe às instituições conquistar. Muitas empresas consideram o retorno institucional que recebem das instituições pelos projetos apoiados como simples obrigação e não como ativos associados a sua marca e negócio porque muitas vezes as instituições não valoram adequadamente estes benefícios.
 
 
Impacto e próximos passos
 
A criação de equipes e procedimentos internos de captação e comunicação mais estruturados pode trazer o fortalecimento institucional, a sustentabilidade e o reconhecimento público desejados pelas instituições culturais. Como conseqüência, evoluirá também o setor cultural como um todo.
 
Um dos passos nesta direção é a criação de áreas de Desenvolvimento Institucional que congregam captação, marketing e comunicação.
 
Com várias organizações caminhando nesta direção, será mais perceptível quais as condições do setor privado e público mais favoráveis a este modelo. E poderão pressionar por mudanças significativas no atual modelo de financiamento da cultura.
 
Com este círculo virtuoso, seguiremos para um novo momento da gestão cultural.
 
Faça parte deste círculo!
------------------------------------
 
Artigo publicado no Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011 (Cristiane Olivieri e Edson Natale): utilizado para redação do Capitulo “Instituições Culturais” (pags 153,157 / 163 a 167)
 
--------------------------------------
Lucimara Letelier
Diretora do Management Center Brasil, consultoria de Desenvolvimento Institucional com foco em gestão de captação, comunicação e marketing para organizações culturais e sociais. Pioneira na criação de áreas de Desenvolvimento Institucional em instituições culturais brasileiras, a Artefoco Consultoria tornou-se parte da rede Management Center a partir de abril de 2010. 
 
Mestre em Arts Administration ( Boston University) e graduada em Marketing e Comunicação (ESPM,SP), tem 11 anos de experiência em Captação, Marketing e Comunicação em instituições como ActionAid, Orquestra Sinfônica Brasileira, Caixa Cultural, Guggenheim Museum, The Children’s Museum, Bienal de Artes, Articultura, Projeto Guri, Jardim Botânico, Santa Marcelina Cultura, Associação Paulista de Amigos da Arte, Fábricas de Cultura e Save the Children.  
 
Docente do MBA em Gestão Cultural da Universidade Candido Mendes, é bolsista da International Society for the Performing Arts (ISPA), NY e cursou a National Arts Fundraising School, na Inglaterra (2009), e é palestrante do International Fundraising Congress na Holanda (2010).
 
 
artefoco@artefoco.art.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  /    www.artefoco.art.br  
www.managementcenterbr.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

RESPONSABILIDADE SOCIAL DE QUEM E PARA QUEM!

Por Denise Pavani Scucuglia
Nada mais atual do que se falar em “responsabilidade social”
Poucas vezes um tema foi debatido por tantas pessoas diferentes, por tantos segmentos e com tantas propostas como essa. Discute-se sobre crescimento auto-sustentável, camada de ozônio, reflorestamento, subemprego, trabalho infantil, camadas sociais abaixo do nível da pobreza, abuso moral, etc. Por mais diferentes que esses assuntos possam ser, todos, de alguma forma, remetem à responsabilidade social

O tema possui até uma norma internacional específica chamada SA 8000 – Norma de Responsabilidade Social, da Social Accountability International (SAI), que diferentemente do que alguns leigos possam entender, refere-se única e exclusivamente às questões inerentes ao público interno das Organizações.

Sem dúvida nenhuma, trata-se de um excelente avanço, pois parametriza algumas questões bastantes polêmicas, criando padrões e regularizando questões importantes. Porém, esta Norma não pressupõe nenhum tipo de ação social que extrapole os limites de atuação dos colaboradores das empresas. Apesar de incentivar e até valorizar estas práticas, elas não têm nenhum peso no processo de certificação.

Partindo desta premissa, é que chegamos ao ponto que gostaria de trazer à reflexão: que tipo de ação social as empresas podem ou devem manter para gerar um benefício sustentável às comunidades onde atuam? Como definir a ação de responsabilidade social a ser desenvolvida e como acessar o público alvo eleito? Muitas ONGs, Fundações e Instituições Filantrópicas vêm realizando trabalhos sérios e merecidamente reconhecidos pela sociedade. Porém, percebe-se uma lacuna interessante nesta área.

Nós encontramos ações meramente assistencialistas, onde a doação de cestas-básicas, medicamentos e vestuário são essenciais para a sobrevivência de uma comunidade. Nesses casos, as necessidades básicas são tão gritantes que mais nada faria sentido, pelo menos inicialmente.

Outra ação muito comum é a multiplicação de um conhecimento que objetiva a possibilidade de ampliação da renda familiar, onde normalmente encontramos pessoas de boa vontade multiplicando suas habilidades como, por exemplo: o ensino do artesanato, crochê, pintura ou mesmo atividades mais técnicas como informática, eletricidade, serviços de pedreiro, pintor, etc.

Isto, sem contar, é claro, com as Instituições mais alicerçadas que contribuem para a implantação de projetos, atendendo uma demanda de captação de recursos de comunidades que contam com uma infra-estrutura já melhor elaborada.

Porém, a lacuna a que me referi é quanto à capacitação Intelectual. Quando a proposta é aumentar o nível de conhecimento de um público menos favorecido e, conseqüentemente, sem condições de buscar uma reciclagem do saber, o caminho é tortuoso. A sociedade não está preparada para oferecer, nem tampouco receber, este tipo de “doação”, que difere completamente da linha assistencialista, mas que gera uma oportunidade de reflexão e crescimento pessoal, antes de tudo.

Será que um adolescente que, a duras penas, conseguiu finalizar seu curso médio e agora precisa inserir-se no mercado de trabalho para ajudar no orçamento familiar, consegue perceber o quanto pode ser importante para ele alguns cursos complementares? Normalmente, ele acredita que um curso universitário está fora de seus planos, pois não possui condições financeiras para tanto e se acomoda a repetir uma história de vida tão fragilizada, mas que já reconhece muito bem e, de alguma forma, lhe mantém em sua “zona de conforto”. Essa reciclagem de conhecimento poderia agregar a ele um potencial que lhe traria melhores oportunidades profissionais e, consequentemente, maiores proventos, dando-lhe até a real possibilidade de freqüentar a tão sonhada faculdade.

E vamos além... Tantos profissionais desempenham suas funções durante anos a fio, sem jamais almejar algo diferente (para não dizer melhor). Fazem aquilo que sabem e que têm experiência, sem poder pensar num crescimento profissional, pois, para tanto, necessitariam de uma reciclagem de conhecimento, cujo preço não lhe é acessível.

Dentro deste quadro, o que nós, empresários, estamos fazendo para alterar esse panorama? Que ações teríamos que ter para alcançar este público e, inicialmente, fazê-lo acreditar que, assim como qualquer pessoa, todos têm o direito de sonhar e buscar a realização de seus sonhos.

A experiência tem nos mostrado que não é uma missão simples atingir este público. Várias são as barreiras que separam o desejo de aprender com a vontade de ensinar.

Alguns conceitos são importantes para nos balizar, a saber:

· VOLUNTARIADO - atividade não remunerada, prestada por pessoa física à entidade pública de qualquer natureza, ou à Instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade.

· FILANTROPIA - Originário do Grego: Philos = Amor, e Antropos = Homem. Relaciona-se ao amor do homem pelo “ser humano”, ao amor pela “humanidade”. No sentido mais amplo, pressupõe o amor ao próximo e a compaixão. Compaixão, no sentido de ter paixão e não como se costuma pensar: ter piedade. Para se ter compaixão é necessário a empatia (colocar-se no lugar do outro).

· AGENTE DE MUDANÇA: A ação voluntária deve ser facilitadora do desenvolvimento e do crescimento.

- Se for Assistencialista – cria dependência.

- Se for Autoritária – cria a baixa autoestima.

- Se for Clientelista – cria uma cultura de adesão.

- Se for Democrática – cria cidadania e autonomia.

Quando o enfoque para a elaboração de um Projeto Social for o Voluntariado e a Filantropia e obtiver um Agente de Mudança convicto de que precisa ter uma ação democrática, estaremos caminhando para a criação de seres humanos “Cidadãos e autônomos”. Que cada um faça a sua parte!

Denise Pavani Scucuglia é Assistente Social, especialista em Análise Transacional , formada pela UNAT Brasil, e Diretora Administrativa Financeira da Gauss Consulting, empresa de consultoria instrumental e assessoria especializada.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MERCK LANÇA SEU PRIMEIRO PROJETO DE INCLUSÃO SOCIAL.

Merck lança edital para escolha de projetos socioculturais até 15 de setembr

Está aberto o processo seletivo para definição de parte da programação de patrocínios do Banco do Brasil no ano de 2011 até 08 de setembro

Está aberto o processo seletivo para definição de parte da programação de patrocínios do Banco do Brasil no ano de 2011 até 08 de setembroO Banco define patrocínio como o “apoio financeiro concedido a projetos de iniciativas de terceiros, com o objetivo de divulgar atuação, fortalecer conceito, agregar valor à marca, incrementar vendas, gerar reconhecimento ou ampliar relacionamento do patrocinador com seus públicos de interesse”, e a tal conceito adiciona-se ainda a necessidade de que sejam oferecidas ao patrocinador contrapartidas tangíveis e/ou intangíveis.
O montante destinado aos projetos selecionados pelo Edital será definido em função das cotas de patrocínio a serem acordadas com os Proponentes dos projetos selecionados e considerará a disponibilidade orçamentária do Banco do Brasil para patrocínios no ano de 2011, que será determinada pelo Conselho Diretor da Empresa.

Os recursos serão destinados à realização de projetos institucionais e negociais, com início entre 1º de fevereiro de 2011 e 31 de dezembro 2011.

Por projetos institucionais entende-se aqueles que são:
a) ambientais – voltados à educação ambiental e à interação sustentável entre entre o ser humano e o meio ambiente;
b) sociais – voltados à responsabilidade social; e
c) culturais – têm como foco de atuação a cultura e a arte-educação.

Projetos negociais são os que possibilitem ao Banco do Brasil o posicionamento junto a segmentos específicos de público como cooperativas rurais, integrantes de arranjos produtivos locais – APL, agricultores familiares e agroempresários; integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, inclusive servidores públicos; segmentos empresariais; pessoas físicas de menor renda; pessoas físicas de alta renda; público jovem ou universitário; nipobrasileiros; etc.

São projetos negociais aqueles que:
a) colaborem para o estreitamento das relações entre o Banco do Brasil e seus clientes efetivos ou potenciais, bem como suas entidades e associações;
b) possibilitem retorno de imagem ou negociais;
c) atuem na capacitação de segmentos chave para a consolidação dos negócios do Banco do Brasil;
d) possibilitem a divulgação de produtos e serviços do Banco do Brasil junto a clientes efetivos e potenciais;
e) colaborem para o posicionamento do Banco do Brasil junto a segmentos de mercado.

Não serão analisados projetos que visem integrar a programação dos Centros Culturais Banco do Brasil – CCBB, os quais são objeto de Edital específico. Informações adicionais sobre os CCBB estão disponíveis na Internet, no endereço www.bb.com.br/cultura. Também não serão analisados projetos cujo escopo enquadre-se nos programas e ações desenvolvidas pela Fundação Banco do Brasil – FBB. Informações adicionais sobre a FBB estão disponíveis na Internet, no endereço www.fbb.org.br.

É recomendável a leitura do conteúdo disponível no endereço www.bb.com.br/patrocinios para melhor contextualização do Proponente com a atuação do Banco do Brasil em patrocínios.

Inscrições
Para inscrever um projeto no Programa de Patrocínios Banco do Brasil 2011, no âmbito do presente Edital, o interessado deverá cumprir as seguintes etapas:

a) cadastrar-se como Proponente pela Internet, por meio do Aplicativo
Inscrição de Projetos de Patrocínios, disponível em www.bb.com.br/patrocinios;
b) preencher os dados do projeto pela Internet, por meio de formulário
eletrônico disponível no Aplicativo Inscrição de Projetos de Patrocínios;
c) enviar ao Banco do Brasil o formulário eletrônico contendo os dados do
projeto, por meio do Aplicativo Inscrição de Projetos de Patrocínios.

As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela Internet até 08 de setembro.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DECASA É DE MARABÁ PAULISTA



Em decorrência de um erro contido na matrícula o município perdeu uma receita milionária de imposto, e somente agora foi possível retificar a matrícula, pois foi adotado o  procedimento correto.
Em breve postaremos maiores detalhes.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS É TEMA DE DISCUSSÃO,DEVIDO A GRANDE BUROCRACIA ENCONTRADA POR ENTIDADES PUBLICAS E FILANTRÓPICAS, NOS DA DELTACON TRABALHAMOS COMO CONSULTORES, VISANDO DIMINUIR A DIFICULDADE QUE AS ENTIDADES ENCONTRAM PARA ATINGIR A CAPTAÇÃO DE RECURSOS.

A questão da transferência voluntária de recursos do executivo federal para municípios e organizações não-governamentais movimentou o Café com Debate realizado nesta quarta-feira (12), na Escola Nacional de Administração Pública (Enap). 

O controvertido tema das medidas de controle e transparência nos convênios realizados pelo governo federal foi debatido com dirigentes de outros ministérios pelo secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, pelo secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Antonio Roberto Lambertucci, pelo secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Francisco Gaetani, além da presidente da Enap, Helena Kerr do Amaral. 

Segundo a avaliação do secretário de Economia Solidária, Paul Singer, o excesso de procedimentos exigidos às organizações da sociedade civil sem fins lucrativos pode comprometer o andamento de “políticas prioritárias para a sociedade brasileira”. Singer também destacou que os mecanismos de controle muitas vezes são demasiados e as entidades com menos recursos são as mais punidas por esse excesso. “As instituições do terceiro setor que executam convênios não podem ser escolhidas unicamente pelo menor preço”, complementa. “Devemos encontrar outra maneira para selecioná-las, talvez mérito, histórico, competência. A solução não está pronta. Precisamos discuti-la juntos”. Como exemplo de organização eficiente e de grande alcance social, citou a Pastoral da Criança, presente em mais de 3,5 mil municípios, e seu trabalho de redução de 50% da mortalidade infantil no Brasil. 

O secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Antonio Roberto Lambertucci, destacou que o processo de redemocratização do país contou com a significativa participação das entidades sem fins lucrativos: “Dos 130 órgãos de decisão colegiada, pelo menos 50 são majoritariamente compostos por representantes da sociedade. Somente no governo Lula, foram realizadas mais de 50 conferências envolvendo quatro milhões de pessoas dos mais diversos setores e a mobilização partiu, essencialmente, dessas entidades”. 

Sobre a exigência de conferir maior rigor aos fluxos de transferências de recursos, o secretário expôs que, a partir de episódios recentes, a aplicação desses instrumentos passou a ser mais cobrada, mas ressaltou considerar necessário distinguir as dimensões de cada instituição, pois há diferenças de capacidade gerencial e de estrutura material e de recursos humanos segundo as regiões brasileiras. Lambertucci citou a criação de recente portaria que facilita a execução de parcerias e de convênios com as entidades sem fins lucrativos, simplificando questões como prestação de contas, entrega de certidões negativas, entre outros. Defendeu ainda a constituição de um núcleo de atendimento às organizações, para orientar, esclarecer dúvidas e aperfeiçoar a cooperação. “É papel do governo que políticas bem elaboradas pelas ONGs sejam incorporadas como políticas de Estado”. 

A determinação do presidente Lula de aperfeiçoar constantemente a relação do Estado brasileiro com as prefeituras e entidades foi destacada por Francisco Gaetani. O secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento chamou a atenção para o risco de descontinuidade de políticas em várias áreas e regiões. “Não devemos confundir a busca pela transparência com o endurecimento das formas de controle. A visibilidade pode colocar em xeque a viabilidade de muitas práticas, tanto boas quanto más”. Ressaltou ainda que, nesse contexto de repasses de recursos, “enquanto os servidores públicos trabalham estritamente no espaço que a lei estabelece, o setor privado atua até onde a lei não proíbe”. 

As dificuldades diversas com a legislação que trata dos convênios resultaram, segundo Gaetani, em um esforço do governo para simplificar, no plano do Executivo, normas, decretos e portarias, e investir no Portal dos Convênios – Siconv, sistema desenvolvido em plataforma web que permite aos órgãos o gerenciamento on-line de todos os convênios e contratos cadastrados. Para ele, é importante o governo investir na capacitação dos municípios e das organizações para sua profissionalização e conseqüente melhora nos serviços prestados à população, sem esquecer dos servidores federais que também desconhecem as mudanças em fase de implementação.

Helena Kerr do Amaral disse que a Enap se alia aos propósitos do Ministério do Planejamento de capacitar entidades da sociedade civil, podendo atuar na formação de formadores, isto é, dos que vão multiplicar esse conhecimento nas escolas parceiras de todo o país, oferecendo cursos ainda mais amplos do que os específicos associados ao Portal de Convênios.

O Instituto Votorantim inicia seu 4º processo de seleção pública de projetos

Instituto Votorantim lança 4º edital de seleção de projetos culturais  até 17 de setembro

O Instituto Votorantim inicia seu 4º processo de seleção pública de projetos, voltados a todas as áreas culturais – artes visuais, artes cênicas, cinema, vídeo, literatura, música e patrimônio. O edital, que acontece desde 2007, seleciona iniciativas que promovam a ampliação e a qualificação do acesso de jovens, entre 15 e 29 anos, a bens culturais.
Nessa edição, serão investidos R$ 3 milhões, e a novidade fica por conta da categoria Acessibilidade, que contemplará projetos de inclusão e formação cultural para jovens com deficiência ou mobilidade reduzida. Do investimento total, até R$1 milhão será destinado à essa categoria. Segundo o Gerente de Planejamento e Desenvolvimento do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli, “é preciso investir em projetos que diminuam as barreiras simbólicas, econômicas e físicas que dificultam o acesso às artes, e que no caso de jovens com deficiência, são ainda mais complexas”.

Fique atento! As inscrições começam em agosto pelo blog Acesso. O Edital já está disponível, não deixe de conferi-lo para preparar sua inscrição.

ONGs PODERÃO SE INSCREVER NA CATEGORIA TECNOLOGIA SOCIAL


Prêmio Finep 2010 prorroga inscrições até 31 de agostoONGs poderão se inscrever na categoria Tecnologia Social
As inscrições para o Prêmio FINEP de Inovação 2010 foram prorrogadas até o dia 31 de agosto. As empresas e instituições interessadas devem efetuar a inscrição em formulário específico disponível no site: http://www.finep.gov.br/premio. Este ano, todos os vencedores receberão recursos do programa de Subvenção Econômica, que variam de R$ 120 mil a R$ 2 milhões. 

Nesta nova edição, além das seis categoriais tradicionais - Instituição de Ciência e Tecnologia, Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa, Tecnologia Social e Inventor Inovador (apenas para candidatos com patente depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial e efetiva comercialização de suas criações nos últimos três anos (INPI) -, a FINEP também premiará as melhores práticas em Gestão da Inovação. Outra novidade do prêmio é que serão aceitas inscrições de Organizações Não Governamentais (ONGs) na categoria Tecnologia Social. Até o ano passado, apenas instituições de ensino e pesquisa podiam concorrer à categoria. 

O Prêmio contempla duas etapas de premiação. Em um primeiro momento, a FINEP seleciona os mais inovadores nas cinco regiões do País, em um total de três vencedores por categoria (exceto Inventor Inovador, com apenas um vencedor por região, e Grande Empresa, que é apenas nacional). Os primeiros colocados de cada região concorrem, no final do ano, ao Prêmio Nacional, que determina então o melhor de cada segmento. Como nas edições anteriores, o prêmio nacional é concedido durante cerimônia em Brasília, com a presença do Presidente da República.
Compartilhe: